O raciocínio probatório entre a prova livre e a prova legal: um modelo de normatização do juízo de fato por standards, regras de segunda ordem, critérios e diretrizes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22197/rbdpp.v12i3.1589

Palavras-chave:

concepção racionalista da prova, raciocínio probatório, juízo de fato, standards probatórios, regras probatórias de segunda ordem

Resumo

Em um sistema processual alinhado à concepção racionalista da prova, o juízo de fato pode ser normatizado? Guiado por essa questão-problema, este artigo examina a possibilidade de adoção de um sistema intermediário entre os sistemas de prova livre (free proof) e de prova legal (legal proof). Diante do ideal de conferir maior segurança jurídica ao juízo de fato sem engessar o raciocínio judicial diante do caso concreto, apresenta-se a normatização do juízo de fato como uma decisão estratégica (decisão de segunda ordem, conforme Sunstein e Ullmann-Margalit), cujos efeitos devem ser sopesados à luz dos objetivos visados. Propõe-se uma sistematização das proposições normativas aplicáveis ao juízo de fato em quatro espécies (standards probatórios, regras probatórias de segunda ordem, critérios de valoração e diretrizes de valoração), as quais operam em contextos probatórios diversos, cumprem funções distintas e podem ser formalizadas em dispositivos legais ou em teses jurisprudenciais. Por fim, apresentam-se exemplos e um quadro-síntese das quatro espécies. Espera-se, com a sistematização proposta, contribuir para a racionalidade e a segurança jurídica do juízo de fato sem resultar na tarifação da prova.

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Biografia do Autor

  • Gisela Aguiar Wanderley, Universidade de São Paulo – São Paulo/SP, Brasil

    Doutoranda em Direito Processual pela Universidade de São Paulo (USP). Mestra em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista em Bases del Razonamiento Probatorio pela Universitat de Girona (UdG). Graduada em Direito pela UnB. Juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). Ex-Juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Ex-Juíza auxiliar temporária no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Professora Assistente na Escola Paulista da Magistratura (EPM).

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Arquivos adicionais

Publicado

05.11.2026

Declaração de Disponibilidade de Dados

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Edição

Seção

DOSSIÊ: Motivação judicial e standards de justificação no processo penal

Como Citar

Wanderley, G. A. (2026). O raciocínio probatório entre a prova livre e a prova legal: um modelo de normatização do juízo de fato por standards, regras de segunda ordem, critérios e diretrizes. Revista Brasileira De Direito Processual Penal, 12(3). https://doi.org/10.22197/rbdpp.v12i3.1589